sexta-feira, 22 de abril de 2011

Veniam

O meu tempo é finito



Não tenho datas, horas, nem dias



Não sei quanto tempo fico



Não sei quando irei



Mas sei que vou.



O meu tempo é finito neste reino



Noutro não sei.



Não sei se me espera a eternidade



Ou uma eterna ilusão.



O meu tempo é finito aqui



Junto dos Homens não estarei sempre



Mas os meus erros e acertos permanecerão



Assim como os teus



São maiores que o tempo e não se esquecem



Como às vezes se gostaria.



Não tenho vergonha de me arrepender



Não tenho vergonha de dizer que errei



A perfeição não se aplica a mim.



E como um Grande Homem



Lavarei os teus pés



Pedirei perdão



Perdoarei



Serei Deus da minha alma



E viverei na minha paz.



Rita Morais (22/04/2011)

2 comentários:

  1. adorei este teu poema :)
    na minha opiniao o tempo é infinito o nosso é que nao :) em termos de vida depois da morte, a quem acredite! E esse é o meu caso, nao sei se é o teu :D

    Muito bem

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  2. Gostei do teu poema, mas para mim o tempo e como o dinheiro...cada vez há menos :)

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