quarta-feira, 15 de julho de 2009

«Estranhos»

Ali estou eu
A luz não me deixa ver
Ele sabe que não posso olhar
Por isso olha para mim
Eu sei que olha
Fujo continuamente do olhar dele
Sinto que ele foge do meu
Há breves instantes em que nos olhamos ao mesmo tempo
Nesses instantes tudo à volta desaparece
Tudo deixa de existir
Mas rapidamente um de nós volta a fugir
Tento disfarçar
Mas é difícil ignorar aquele olhar
Claro
Limpo
Puro
Intenso
Não é difícil de ignorar
É impossível.
Cada vez que tenho de ir
Desejo parar tudo
Para que pudéssemos ficar sempre assim
Presos na magia
Criada pelo encontro dos nossos olhares
Somos apenas dois estranhos
Cujos olhares se conhecem à muito
Unidos por algo desconhecido
Que vamos desvendando aos poucos
Se não fossemos estranhos
Talvez não houvesse magia.

1 comentário:

  1. bem este ta muito fixe
    acho que ja todos nos passamos por esses momentos que descreves...
    ;)
    bjnhs
    Varandas

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